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segunda-feira, 20 de junho de 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011
O Amor é fodido. O livro.

Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances — porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.
Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa de ser o que é. Só na solidão permanece. […]
Tenho o meu amor, como toda a gente, mas não o usei. Tenho também a minha história, mas não a contei. O romance que escrevi, escrevi-o para quem não quer saber dos amores ou das histórias de ninguém. Não contei nem inventei nada. Não usei nem pessoas nem personagens. Fugi. Quis mostrar que pertencia ao mundo onde o amor, como as histórias e os romances, existem só por si. Como se me dirigisse a alguém. Outra vez.
É sempre arrogante e pretensioso escrever sobre uma coisa que se escreveu. Apenas posso falar do que foi aminha vontade: escrever sobre o amor, sem traí-lo, defini-lo ou magoá-lo; deixando-o como era, antes da primeira palavra que escrevi. Seria inadmissível pôr-me aqui a cismar se consegui ou não fazer o que eu queria. Como seria dizer que não sei. Sei. Sei que não consegui. Só espero não tê-lo conseguido bem.»
Ele fala por si.
domingo, 13 de março de 2011
A Cidadania na Actualidade
Tais virtudes vão desde o respeito à solidariedade passando pela imparcialidade racional e pela razoabilidade. Estas podem ser divididas em gerais, sociais, económicas e políticas, características que permitem uma melhor participação na vida pública.
Saber distinguir persuasão racional de manipulação é uma característica vital para a manutenção de uma sociedade democrática igualitária.
A regulação de um colectivo depende dos seus constituintes: numa aula de Educação Física, onde todos se conhecem bem, é possível jogar-se sem um árbitro definido. Pelo contrário, num jogo de futebol oficial como um F.C. Porto vs S.L. Benfica é-nos impensável concebermos o jogo decorrer sem um mediador teoricamente imparcial.
Na minha opinião, uma cidadania forte deve ser formada não através de um só método, mas através de vários. Estando esta intimamente ligada ao colectivo é natural ser uma colecção de fontes que providenciam o necessário para a formação de um bom cidadão.
Em casa começa a formação do indivíduo em todos os aspectos, incluindo os cívicos. O bom exemplo não só dos pais mas de toda a família é fundamental. O seio familiar é a primeira associação de indivíduos com a qual o individuo tem contacto e onde desde cedo inicia a sua aprendizagem acerca das relações interpessoais e de hierarquia estruturadas.
A escola é a segunda etapa de formação. A entrada no sistema de ensino representa a passagem para uma comunidade mais alargada, ou seja, para um protótipo de sociedade civil mas próximo do real. Na escola existe uma hierarquia, de uma maneira geral: director, professor, auxiliar, aluno. Todos possuem direitos e deveres, os quais devem usufruir e cumprir de forma ao estabelecimento funcionar ordeiramente e o objectivo de transmitir sabedoria ser cumprido. Existem dois meios de incutir virtudes, neste caso, por uma via implícita ou explícita. A implícita é adquirir valores pela convivência, como já foi referido. A explícita é através de, por exemplo, aulas de Formação Cívica onde teoricamente os estudantes são preparados para serem bem sucedidos na sua integração na sociedade.
Numa terceira etapa temos a entrada na maioridade. Ao longo do nosso crescimento vamos, além de cultivar as nossas virtudes, ganhando uma gradual independência intelectual e pessoal. A responsabilidade cresce: aos 16 anos o consumo de álcool é legal mas com restrições. As nossas ideologias vão ficando mais definidas, e com os 18 anos, além da festa de aniversário vem o direito ao voto. A introdução deste novo direito e dever moral é o culminar da formação de um cidadão. É finalmente a intervenção directa no processo político.
Com as bases lançadas, combinadas com a experiência de vida e gosto, um cidadão torna-se cada vez mais importante no bom funcionamento da sociedade. Existe hoje uma crise de cidadania, ou melhor, uma predominância da cidadania passiva o que leva a uma descredibilização dos políticos profissionais, pois estes agem sem saber a vontade do povo, pois este não se manifesta. Ora isto tem vindo progressivamente a mudar, apesar de a abstenção indicar algo diferente, cada vez mais a população intervém quando se sente injustiçada, cada vez mais a transparência governamental é requerida, exigida!
O recente movimento da “geração à rasca” vem comprovar o crescente interesse da população na mudança, na evolução da sociedade para uma melhor qualidade de vida. Acredito nestas manifestações como chamadas de atenção para os políticos mudarem a sua postura, relativamente aos problemas que o país enfrenta.
Acredito que esta transparência requerida gradualmente virá da parte dos estados; que tudo o que interfira directamente no funcionamento da sociedade virá a público. O governo deixou os media entrar, mais recentemente criou um site com as contas públicas…
Caminhamos, se nada o impedir, para um ideal de sociedade, de humanidade.
Os fenómenos tecnológicos dos últimos 10 anos provam como a Web já nada tem a ver com o navegar isolado como inicialmente, nem com a leitura, audição ou visão passivas. A Web deixou de ser apenas um sistema de armazenamento de dados, de pesquisa e publicação de conteúdos e passou a ser a derradeira plataforma de socialização e colaboração.
A sua utilidade vai desde o estabelecimento de contactos e a sua manutenção (utilizando por exemplo a famosa rede social Facebook), passando pelo armazenamento de dados das mais variadas fontes, contendo respostas às questões que ainda nem sequer colocamos (sítios como a Wikipedia), além de permitir a criação de espaços de colaboração organizada com benefícios mútuos (tal como o site Innocentive, onde empresas partilham o seu problema e pedem à humanidade a solução).
A Internet actual, a chamada Web2, tornou-se indispensável ao quotidiano. Todas as suas funcionalidades constituem uma poderosa ferramenta para a formação de cidadãos e para a continuidade da cidadania.
Sendo uma fonte quase inesgotável de informação é um óptimo apoio escolar e social. Saber é poder, e ter poder é essencial para um bom exercício de cidadania. Ter o poder de ter uma opinião bem formada e de não ser facilmente manipulado. Os cidadãos são os novos heróis do país, aos quais é exigida a coragem para tomar uma posição publicamente e de defendê-la, criticando racionalmente e respeitosamente as autoridades.
A capacidade de partilhar ideias, pensamentos e de se poderem criar movimentos facilmente levou ao panorama actual em países não democratizados exigirem um sistema político pelo povo e para o povo. O Facebook tem tido um papel preponderante no desenvolvimento das revoltas no Médio Oriente e África mais precisamente na Tunísia, Egipto, Iémen, Bahrein e mais recentemente na Líbia. A união faz a força e isso está realmente a ser empiricamente provado.
Não só redes sociais mas também blogues políticos desempenharam o seu papel na difusão da oposição aos governos.
Estes casos são um pouco extremos, mas se pensarmos em algo menos distante como petições é fácil perceber que é mais viável reunir um maior número de assinaturas, com vista a uma rectificação de uma injustiça, espalhando o problema na internet, do que ir bater de porta em porta.
A crescente acessibilidade a este muito promissor meio de comunicação e informação é verdade que democratizou algumas áreas como a indústria musical. Sem a internet, grandes talentos ainda hoje estariam escondidos. Ou pela falta de meios ou de pura sorte.
Sem as redes sociais ou o Youtube cantoras como Lady Gaga e Mia Rose seriam totalmente desconhecidos para nós, alguns poderiam achar isso excelente mas não é essa a ideia que quero transmitir.
Apesar de tudo, esta evolução pode não trazer apenas aspectos positivos. Este novo mundo virtual pode transformar-se na nossa “second life”, o que pode ser bom ou mau.
Se é verdade que existem já pessoas viciadas em internet, negligenciando a sua saúde e vida social real, este fenómeno pode tornar-se recorrente.
O mundo virtual está a tornar-se siamês do mundo considerado real. Assim sendo, as consequências são o aumento de violência verbal e insegurança na Web.
Está provado que a segurança está a diminuir e as legislações governamentais ainda não estão a acompanhar. É o caso dos crimes virtuais como pirataria, download ilegal, intromissões não autorizadas em redes privadas, que ainda não se encontram correctamente legislados, mas que acredito que irão estar num futuro próximo.
Esta necessidade de legislação vê-se cada vez mais urgente com o aparecimento de sites como o Wikileaks. É verdade que temos o direito ao conhecimento, mas não ao conhecimento indiscriminado. Vejamos que chega alguém à rua e começa a contar que aquele tem x dinheiro numa conta bancária, que o outro toma banho só às quartas-feiras, e que você só corta as unhas dos pés para ir para a praia, como se sentiria? Os que defendem que todos deveremos ter toda a informação e só depois discrimina-la não faz sentido. A informação tem de ser pertinente e não interferir com a liberdade individual de outrem.
O Wikileaks apesar de ter tornado públicas algumas informações relevantes diminui a sua credibilidade quando desce ao tabloidismo e publica notas pessoais entre dignatários, tais que fizeram com que funcionários que cumpriam as suas funções fossem despedidos.
O objectivo omitido desta desenfreada libertação de informação é criar o caos e a polémica. Defendo a transparência mas não através de meios como estes, meios que se ocultam, ironicamente.
Isto é inaceitável, ninguém pode saber tudo nem deve. A amizade, que é para mim a melhor palavra que caracteriza relações interpessoais, tem como base a confiança. A confiança existe pois não conseguimos nem devemos saber tudo. Se algum político prova não ser de confiança através das suas acções políticas o seu lugar não é num governo.
O exercício da cidadania apoia-se na internet e nos restantes meios de comunicação e de partilha de informação. Tais ferramentas vieram facilitar e acelerar os movimentos organizados que impulsionam a sociedade para o idealizado.
A cidadania é algo que se cultiva desde cedo, e que é muito influenciada pelo contexto social, económico e político no qual o indivíduo, o cidadão se encontra.
Sofia M. Borges de Azevedo
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Selecção em Medicina e Pensamento Crítico

"Escrito por João Fonseca
Thursday, 14 October 2010
Selecção em Medicina e Pensamento Crítico
Num interessante artigo publicado no The Lancet, Donald A. Barr sugere uma contradição no processo de selecção de alunos para os cursos de medicina. Na verdade, a selecção dos futuros médicos baseia-se no princípio que aqueles alunos que têm o melhor desempenho académico na área de ciências, são aqueles que desempenharão melhor a profissão de médicos. Contudo, ao mesmo tempo que se parte do princípio que o raciocínio ou o conhecimento científicos são importantes, se faz um raciocínio muito pouco científico, pois assume-se que esse é o melhor método para seleccionar futuros médicos a partir de uma crença ou suposição não fundada em provas seguras. Ou seja, ao mesmo tempo que valorizamos o pensamento científico, partimos de um pensamento que não é científico, o de acreditar sem provas que essa é a melhor forma de selecção dos médicos.
É claro que todos nós temos esta intuição há muito tempo, no entanto, deixamos que as crenças pouco sólidas e infundadas prevaleçam nas nossas tomadas de decisão, mesmo naquelas que são vitais e importantes para a vida social.
Para ver mais em pormenor o artigo de Barr, consultar o seguinte link: The Lancet e ainda a análise crítica de Tim Van Gelder sobre o referido artigo. "
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
A Genialidade Humana
O teu cérebro decide antes de tu dares conta !
| Escrito por NewScientist | |
O teu cérebro decide antes de tu dares conta ! Mesmo agora, o teu cérebro pode ter decidido clicar neste artigo. Esta é a conclusão de um estudo que descobriu que a decisão de uma pessoa carregar num botão pode ser detectada 7 segundos antes de a pessoa dar conta disso. "As nossas decisões são predeterminadas inconscientemente antes da nossa consciência avançar", diz John-Dylan Haynes do Center for Computational Neuroscience em Berlim, Alemanha, que levou a cabo o estudo "I think it says there is no free will.". Não é a primeira vez que cientistas colocam dúvidas sobre o livre-arbítrio consciente. No início dos anos 80, o neurocientista Benjamin Libet descobriu um pico de actividade cerebral 300 milissegundos antes de sujeitos terem optado por levantar um dedo, numa região do cérebro envolvida na planificação do movimento corporal. Contudo, esta área do cérebro pode apenas realizar os cálculos finais do movimento, e não a decisão inicial de erguer o dedo, diz Haynes. A sua equipa pediu a 14 voluntários para carregar voluntariamente num botão com um dedo da mão direita ou esquerda e usaram a fMRI (ressonância magnática funcional) para monitorizar o funcionamento dos seus cérebros. Eles verificaram que o córtex pré-frontal - vital para realizar o pensamento e a consciência- "ilumina-se" 7 segundos antes dos voluntários pressionarem o botão. E mais, decidir pressionar o botão esquerdo ou direito revela padrões cerebrais ligeitamente diferentes, permitindo aos investigadores preverem 60% das vezes qual o botão que seria primido. (Nature Neuroscience, DOI: 10.1038/nn.2112). NewScientist, 19 Abril, 2008, p.14 (Trad. João D. Fonseca) CFR. Artigo http://www.wired.com/science/discoveries/news/2008/04/mind_decision. |
"My brain made me do it"
Escrito por JF
My Brain Made Me Do It de Eliezer Sternberg
Com apenas 22 anos, Eliezer Sternberg, estudante da Tufts Medical School, publicou os livros "My Brain Made Me Do It" e "Are You a Machine?".
No seu segundo livro, "My Brain Made Me Do It" (Prometheus Books), Eliezer Sternberg, aborda temas da neurociência e da filosofia, defendendo que a responsabilidade moral e o livre-arbítrio não estão em risco devido ao nosso conhecimento cada vez mais profundo acerca do modo como o nosso cérebro funciona. Para o jovem autor, o livre-arbítrio é uma propriedade que emerge de funções mais básicas do cérebro. Sendo uma propriedade emergente, depende da arquitectura do cérebro, mas não se reduz ao funcionamento do cérebro tal como ele é actualmente estudado. Nunca entrevista concedida ao co-editor da Mind Matters, sugere que Tiger Woods não poderia ter justificada a sua má conduta moral no recente escândalo sobre infidelidade conjugal apelando ao facto de não ter controlo sobre o seu livre arbítrio, dado que isso só seria admissível no caso de apresentar uma lesão considerável no lobo frontal, o que não sucede.
Sternberg procura desafiar o clássico argumento de Benjamin Libet contra o livre-arbítrio, mas ao mesmo tempo, considera que a tendência do futuro será um ataque cada vez mais severo a esse conceito, tendo em conta que o progresso da neurociência e da tecnologia associada a esse progresso, como as drugas com efeitos no cérebro, os implantes neuronais, interfaces homem-máquina, etc...
Além disso, o autor do livro defende que o progresso da neurociência implicará uma necessidade de reformulação das nossas concepções morais e do nossos sistema jurídico, considerando que a visão determinística da neurociência se imporá sobre o modo como vemos e avaliamos as decisões morais das pessoas.
Sternberg é um jovem investigador que conseguiu trazer as suas reflexões filósoficas para fora do laboratório, algo que mesmo cientistas mais maduros são incapazes de fazer. Na verdade, nenhuma ciência terá interesse se não for capaz de perceber o impacto que terá na vida real das pessoas, a curto ou a longo prazo e essa capacidade é um mérito que poucos cientistas possuem ou desenvolvem, presos que ficam, por vezes a questões meramente técnicas.
Actulizado em ( Thursday, 12 August 2010 )
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Algumas coisas que valem a pena relembrar!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Glee - Mais do que uma série!
- Another one bites the dust - QUEEN
- Bohemian Rhapsody - QUEEN
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Mensagem de !! Férias !!
As férias são a melhor altura do ano. Pode parecer um "cliché" mas é um facto. Não concordo com os que desejam férias todo o ano, pois assim estas perderiam o seu valor. Pois também é um facto que damos mais valor aquilo que não temos ou aquilo que é raro. Férias são para descansar, relaxar, mas também para a diversão ;)O tempo passa a correr, o tempo escapa-nos por entre os dedos se nos distrairmos...

quarta-feira, 7 de abril de 2010
Adora Svitak
Adora Svitak é uma jovem com 12 anos, escritora e blogger desde os 7 anos. Nesta conferência, afirma que o mundo precisa de "childish thinking": optimismo, ideias inovadoras, criatividade. Usar a palavra "childish" não deveria ter um significado depreciativo...
sábado, 20 de fevereiro de 2010
"I Have a Dream"
Toda a gente sabe quem proferiu esta frase, e pode ter um significado diferente para cada um.
A sua abragência, a sua capacidade de tocar tantas pessoas tornou-a tão popular.
A preserverança de Martin Luther King inspirou, e fez sonhar o mundo.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
The Day the Earth Stood Still
Elenco: Jennifer Connelly, Keanu Reeves, Kathy Bates, John Cleese, Jaden Smith, Jon Hamm
...
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Dilema de Êutifron
O dilema de Êutifron provém de uma obra de Platão e é uma objecção forte à teoria ética dos mandamentos divinos.
Ética é a reflexão acerca da moral, as acções correctas e erradas.
Esta teoria, que possui grande aceitação e influência na vida das pessoas, defende que a religião é a base da ética, ou seja, os factos morais resultam da vontade de Deus.
Os defensores desta teoria são convencionalistas, pensam que o certo e o errado se devem a alguém o ter estipulado, convencionado.
Voltando ao dilema, este é originário de um diálogo no qual Sócrates, que está prestes a ser julgado declara:"Quero dizer que reconhecemos que o que é sagrado é amado por Deus por ser sagrado, e não que é sagrado por ser amado".
Transpondo este dilema para uma objecção à referida teoria, deparamo-nos com o seguinte:
"Deus não permitiria tais acções porque são erradas, ou são erradas porque Deus não as permitiria?"
É importante salientar que, para que o dilema seja válido, é necessário que apenas existam duas possibilidades e que ambas produzam consequências indesejáveis, e neste caso, tal só é possível se a pessoa ou pessoas às quais este se aplica forem crentes.
Então analisemos a 1º hipótese, ao afirmarmos que certas acções são erradas e que por essa razão Deus não as permitiria é admitir que há certos actos errados independentemente dos desígnios de deus, o que não apoiaria o defensor da teoria dos mandamentos divinos.
Quanto à 2º alternativa, se a aceitarmos, é o mesmo que concordar em matar se deus assim o desejar.
Ambas as hipoteses levam a consequências negativas, ou os factos morais não dependem de Deus, ou as suas decisões são arbitrárias.
Tal como referi anteriormente, apoiando-me no dilema, a teoria dá a entender que a moral apenas afecta os crentes e tal nunca poderia ser verdade. Quem não acredita em Deus não é indiferente às considerações morais.
Assim, pretendo concluir que a moral não se apoia na religião.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Problema mente-corpo
Em primeiro lugar, o que é afinal a mente? Ora, para mim, a mente é um conceito complexo e vasto[1]. A mente inclui os nossos pensamentos, ideias, preconceitos, a nossa personalidade e as nossas memórias, em suma, a nossa maneira de ser.
Em segundo lugar, o que é o “eu”? O que faz de nós, nós? Por outras palavras, em que consiste a nossa identidade pessoal. Na minha opinião, o nosso “eu”, não é caracterizado pela nossa aparência, ou seja, o nosso corpo, mas sim pelas nossas memórias, e pela personalidade que nos faz tomar decisões e agir perante as situações. É esta personalidade que nos caracteriza, fazendo de nós teimosos, alegres, tristes, extasiados, desesperados, ou simplesmente simpáticos.
Assim, tendo em conta que a personalidade é condicionada pelas nossas memórias, ou melhor, é a posteriori, podemos dizer que nós somos essencialmente as nossas memórias.
Tendo definido (ou pelo menos tentado definir) estes conceitos polémicos, posso agora apresentar a minha tese. Acredito que a mente não se encontra separada do corpo, mas é parte deste.
Como afirmei anteriormente, a mente inclui desde as memórias à personalidade, e se a ciência nos permitiu identificar a zona do cérebro à qual correspondem as nossas memórias (lobo temporal medial e hipocampo), e sabendo que quando uma pessoa fica amnésica, é natural perguntar “quem sou?”, mostrando assim a importância das memórias para o “eu”, é plausível afirmar que sem o cérebro (parte do corpo), não teríamos mente.
Para salientar a íntima relação entre a mente e o corpo (de facto íntima pois são um só), a título de exemplo, quando queremos alterar o nosso corpo em função de estereótipos, ou quando nos sentimos com uma espécie de “nó” no estômago, ou até quando temos um aperto no peito quando não temos palavras para descrever o que sentimos, são todos casos nos quais é possível comprovar a fonte de influência da mente no nosso corpo e vice-versa. Sendo assim, como pode a mente encontrar-se separada do corpo? Essa situação não permitiria esta interdependência unificada.
Tal como Gilbert Ryle, acredito que “não há fantasma na máquina”, ou seja, que não possuo um ser imaterial que controla o meu corpo, o meu ser.
[1] Como é possível observar no dicionário que caracteriza tanto como espírito, como função intelectual do cérebro.
Catolicismo
Ele irá dissertar acerca das coisas más que acontecem neste mundo, e se elas poderão ser justificadas à luz de Deus, da religião.
Ateísmo
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Religiões - Unidade e Diversidade
Cristianismo- É a religião mais difundida, estendendo-se por todos os continentes. A fé cristã, que surgiu na Palestina há 2000 anos, reconhece um único Deus (monoteísmo). Considera seu fundador, Jesus Cristo, como a encarnação de Deus. O cristianismo sustenta a doutrina trinitária, ou seja, a doutrina da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, que constituem três pessoas em uma só natureza. O livro sagrado dos cristãos é a Bíblia. O cristianismo divide-se em três grandes confissões: a católica romana, a ortodoxa oriental e a protestante.
Islamismo- É a mais recente das religiões; foi fundado por Maomé, no séc. VII, na Arábia. Seus domínios estendem-se pela África e a Ásia, formando um largo cinturão, do Atlântico ao Pacífico. O islamismo ensina que Alá é o único Deus e Maomé seu profeta. Tem aspectos da religião árabe antiga, do judaísmo e do cristianismo. O livro santo é o alcorão.
Hinduísmo- Tem uma origem remota que remonta a vários milênios a. C. Seus livros sagrados são os Vedas. Não existe um fundador, nem uma doutrina unitária dessa religião. Está indissoluvelmente ligada à antiqüíssima cultura hindu e, em geral, sua difusão limita-se à Índia. O hinduísta adora muitos deuses ─ mais de 300 milhões ─, mas considera-os manifestações de uma única realidade divina. O hinduísmo é tolerante e aceita outros conceitos da divindade e costumes muito diversos.
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Confucionismo- É um sistema filosófico chinês criado por Kung-Fu-Tzu (Confúcio). Entre as preocupações do confucionismo estão a moral, a política, a pedagogia e a religião.
Esta filosofia de vida baseia-se num sistema de regras morais. Confúcio viveu no séc. VI ac, e os seus ensinamentos giram em torno da benevolência e piedade.Como sistema ético, é uma mistura da adoração da natureza e do culto aos antepassados.
Budismo- Foi fundado por Buda no séc. VI a. C. Era considerado a princípio uma seita do hinduísmo, mas pouco a pouco expandiu-se por todo o Sudeste asiático. O budismo, na realidade, é uma religião sem Deus. Buda não acreditava em nenhum ser divino e negava que o homem tivesse alma imortal. Essa religião originária mantém-se no Ceilão, na Birmânia e na Tailândia. Essa divisão do budismo denomina-se hinayana. "o pequeno veículo" (da salvação). A outra, chamada mahayana, "o grande veículo", que predomina no Japão, China e Tibete, adora Buda como um deus.
Sikhismo- Considerada a mais nova das grandes religiões, o sikhismo foi fundado no século XV por Sri Guru Nanak Dev (1469-1538), considerado o primeiro dos dez gurus. Segundo a tradição sikh, Narak foi a um lugar chamado Sultanpur e enquanto se banhava num rio simplesmente desapareceu, reaparecendo após três dias proclamando: “Não há hindu, não há muçulmano.” Esta frase, que se tornou um dos pilares da religião sikh é um resumo do que é o sikhismo. Nahak não desejava criar uma nova religião, mas sim congregar hindus e muçulmanos numa mesma religião, para isso ele juntou elementos das duas religiões como forma de facilitar a união.
Judaísmo- A religião judaica é monoteísta e suas bases religiosas estão contidas em dois livros: A Bíblia Judaica e o Talmude.
Deus é um Criador activo no universo e que influencia a sociedade humana, na qual o judeu é aquele que pertence a uma linhagem com um pacto eterno com este Deus.
Diversidade e Unidade. A diversidade ficou clarificada mas e quanto à unidade?
Falei já das religiões monoteístas e politeístas, mas e então o Agnosticismo e o Deísmo?
Agnosticismo é a crença de que a existência de Deus é impossível de ser conhecida ou provada. A palavra “agnóstico” significa essencialmente “sem conhecimento”. Agnosticismo é uma forma mais intelectualmente honesta do ateísmo. O ateísmo afirma que Deus não existe – uma posição que não pode ser provada. O agnosticismo argumenta que a existência de Deus não pode ser provada ou deixar de ser provada – que é impossível saber se Deus existe. Neste conceito, o agnosticismo está certo. A existência de Deus não pode ser provada ou deixar de ser provada empiricamente.




