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Escrito por JF
My Brain Made Me Do It de Eliezer Sternberg
Com apenas 22 anos, Eliezer Sternberg, estudante da Tufts Medical School, publicou os livros "My Brain Made Me Do It" e "Are You a Machine?".
No seu segundo livro, "My Brain Made Me Do It" (Prometheus Books), Eliezer Sternberg, aborda temas da neurociência e da filosofia, defendendo que a responsabilidade moral e o livre-arbítrio não estão em risco devido ao nosso conhecimento cada vez mais profundo acerca do modo como o nosso cérebro funciona. Para o jovem autor, o livre-arbítrio é uma propriedade que emerge de funções mais básicas do cérebro. Sendo uma propriedade emergente, depende da arquitectura do cérebro, mas não se reduz ao funcionamento do cérebro tal como ele é actualmente estudado. Nunca entrevista concedida ao co-editor da Mind Matters, sugere que Tiger Woods não poderia ter justificada a sua má conduta moral no recente escândalo sobre infidelidade conjugal apelando ao facto de não ter controlo sobre o seu livre arbítrio, dado que isso só seria admissível no caso de apresentar uma lesão considerável no lobo frontal, o que não sucede.
Sternberg procura desafiar o clássico argumento de Benjamin Libet contra o livre-arbítrio, mas ao mesmo tempo, considera que a tendência do futuro será um ataque cada vez mais severo a esse conceito, tendo em conta que o progresso da neurociência e da tecnologia associada a esse progresso, como as drugas com efeitos no cérebro, os implantes neuronais, interfaces homem-máquina, etc...
Além disso, o autor do livro defende que o progresso da neurociência implicará uma necessidade de reformulação das nossas concepções morais e do nossos sistema jurídico, considerando que a visão determinística da neurociência se imporá sobre o modo como vemos e avaliamos as decisões morais das pessoas.
Sternberg é um jovem investigador que conseguiu trazer as suas reflexões filósoficas para fora do laboratório, algo que mesmo cientistas mais maduros são incapazes de fazer. Na verdade, nenhuma ciência terá interesse se não for capaz de perceber o impacto que terá na vida real das pessoas, a curto ou a longo prazo e essa capacidade é um mérito que poucos cientistas possuem ou desenvolvem, presos que ficam, por vezes a questões meramente técnicas.
Actulizado em ( Thursday, 12 August 2010 )
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